• Bem-vindos ao GEMPAZ!

    O espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.(Preâmbulo)

  • O Livro dos Espíritos - Prolegômenos

    ...Fenômenos alheios às leis da ciência humana se dão por toda parte, revelando na causa que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente. A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais. Interrogada acerca da sua natureza, essa força declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Assim é que foi revelada a Doutrina dos Espíritos...

  • Bem-vindo ao GEMPAZ

    "A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido". Francisco Cândido Xavier

  • Bem-vindo ao Gempaz

    "Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro." Francisco Cândido Xavier

  • Para reflexão

    Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo. "Do livro Sinal Verde - André Luiz."

  • Bem-vindo ao Gempaz

    É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista. "Do livro Sinal Verde - André Luiz."

  • Evangelho no Lar - Ante a Oração

    Acatemos na oração a presença da luz que nos descortina a estrada para a Vida Superior, sem nos prevalecemos dela, a fim de queixar-nos de outrem ou espancar verbalmente seja a quem seja, quando a nossa comunhão com Deus e com a Espiritualidade Superior não seja possível em lugar à parte, no silêncio do coração,conforme a recomendação de Jesus.

  • Bem-vindo ao GEMPAZ

    “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.” Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência de uma causa está na razão da grandeza do efeito.” Allan Kardec Allan Kardec

  • Bem-vindo ao GEMPAZ

    "Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo". Do livro Sinal Verde - pelo Espírito André Luiz

  • Bem-vindo ao GEMPAZ

    “Reconhece-se o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar as más inclinações” Allan Kardec

  • Reflitamos...

    Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, comece o dia, à maneira do Sol: esquecendo a sombra e brilhando de novo. "Do livro Sinal Verde - André Luiz."

  • Departamento Infância e Juventude

    "Ide, pois, e levai a palavra Divina(...). Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! O arado está pronto; a terra espera; arai! (Erasto, Evangelho Segundo Espiritismo - cap XX-4)

Dúvidas?

Doutrina religiosa, sem dogmas propriamente ditos, sem liturgia, sem símbolos, sem sacerdócio organizado, ao contrário de quase todas as demais religiões, não adota em suas reuniões e em suas práticas...  Leia mais...

Horários

Reuniões públicas, grupos de estudo da Doutrina Espírita, atendimento fraterno, passes, evangelização de crianças e jovens, livraria, biblioteca, GAD - Grupo de Apoio a Dependentes...horários e atividades do Gempaz.... Leia mais...

Localização

 GEMPAZ - Grupo Espírita Mensageiros da Paz

Endereço: Rua Clotário Portugal, 871

Apucarana Pr

 

Veja no mapa como chegar...

Agenda-Eventos

Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

18 de abril de 2014 - 157 anos da publicação de O Livro dos Espíritos

Avalie este item
(0 votos)
Publicado em: Notícias

Hoje, 18 de abril de 2014, comemoramos os 157 anos da publicação de O Livro dos Espíritos.
Compartilhamos abaixo texto de Maria Helena Marcon para nosso reflexão quanto a importância de nos atentarmos ao estudo e a importância da compreensão do que e de como nos foi apresentada a Doutrina Espírita...

 

FIDELIDADE KARDEQUIANA

Maria Helena Marcon

Na Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, item I, de O livro dos Espíritos, o Codificador assinalou:

Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras.

Surgem ali os termos Espiritismo, espírita, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis.

Assinala, finalizando o parágrafo, que os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.

Ao longo dessa primeira obra, várias palavras irão sendo cunhadas pelos Espíritos ou pelo próprio Codificador.

Em O livro dos médiuns, primeira edição francesa de 1861, no capítulo primeiro, nada menos de cento e sessenta vocábulos são apresentados.

Entre eles, os tão utilizados de forma incorreta, por criação a bel prazer dos que menosprezamos o estudo da obra kardequiana e o uso correto da língua pátria, e não atendemos a detalhes. Referimo-nos às palavras encarnação e reencarnação que, em várias circunstâncias, observamos sendo utilizados os termos encarne e desencarne, como se tivessem o mesmo significado ou fossem sinônimos.

 

Tal deslize verdadeiramente denota como, embora os cento e cinquenta e sete anos decorridos, pouco atentamos ao estudo da Doutrina Espírita e ao conhecimento do bom vernáculo.

Outra questão, bastante comum, é de nos servirmos, em nossas falas e escritos de termos utilizados por outras crenças ou ciências, esquecendo-nos do hercúleo trabalho de Allan Kardec e do esforço dos Espíritos que assinaram a Codificação Espírita em tudo apresentar de forma clara e precisa.

Parece-nos desdouro ou desprezo ao que temos de tão precioso: a Doutrina Espírita.

Referindo-nos, de forma específica, aos termos encarnação e reencarnação, vejamos o que encontramos na edição citada de O livro dos médiuns:

Incarnation. Étad des Esprits qui revêtent une enveloppe corporelle. On dit: Esprit incarné, par opposition à Esprit errant. Les Esprits sont errants dans l’intervalle de leurs différentes incarnations. L’incarnation peut avoir lieu sur la terre ou dans un autre monte. (Voy. Réincarnation.)

Encarnação. Estado dos Espíritos que revestem um invólucro corporal. Diz-se: Espírito encarnado, por oposição a Espírito errante. Os Espíritos são errantes no intervalo de suas diferentes encarnações. A encarnação pode ter lugar na Terra ou em outros mundos. (Ver. Reencarnação.)

Réincarnation. Retour de l’Esprit à la vie corporelle.

Reencarnação. Retorno do Espírito à vida corporal.

No Dicionário de Oxford, o vocábulo Reencarnation apareceu, pela primeira vez, no ano de 1858.

O Dicionário Aurélio define Encarnação como cada uma das existências do espírito materializado, segundo a crença espiritista e Reencarnação como  o ato ou efeito de reencarnar-se [reassumir o Espírito a forma material. Tornar a encarnar.]

Menciona ainda o verbo encarnar e reencarnar e somente na sua conjugação poderemos ter as formas VERBAIS encarne [que ele/ela encarne] e reencarne [que ele/ela reencarne]. Veja-se a observação de que encarneé deverbal de encarnar.

O Dicionário Michaelis, por sua vez, apresenta o termo Encarnação e Reencarnação, com os devidos significados. Encarne aparece como derivação regressiva de encarnar. Nenhuma referência a reencarne.

Embora estejamos nos reportando à obra de 1861, onde consta o extenso Vocabulário Espírita, ambas as palavras apareceram na edição de O livro dos Espíritos, de 1857. Essa primeira edição continha somente quinhentas e uma questões, portanto, a numeração não corresponde à edição que conhecemos, publicação de março de 1860, refundida e consideravelmente aumentada, chegando aos 1018 itens.

Na obra O Primeiro Livro dos Espíritos de Allan Kardec, 1857, texto em fac-símile, versão em face Primeiro centenário 1957, de Canuto Abreu, edição Companhia Editora Ismael, São Paulo, colhemos:

Chapitre V,  Incarnation des Esprits

Capítulo V,  Encarnação dos Espíritos

80 – [2ª. Pergunta] – Quel est le but de l’incarnation des esprits?

Dieu la leur impose dans le but de les faire arriver à la perfection: pour les uns c’est une expiation, pour d’autres c’est une mission.

80 – [2ª pergunta] - Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

Deus a impõe aos Espíritos a fim de os fazer chegarem à perfeição; para alguns Espíritos é expiação; para outros, missão.

Chapitre VII – Différentes incarnations

Capítulo VII -  Diferentes encarnações, tendo como primeiro sub-título – De la réincarnation des esprits (Da reencarnação dos espíritos).

125 – [2ª pergunta] – Quel est le but des différentes incarnations?

Expiation; amélioration progressive de l’humanité: sans cela où serait la justice?

125 – [2ª pergunta] - Qual é o objeto das múltiplas encarnações?

Expiação; aprimoramento progressivo da Humanidade: sem isso onde estaria a justiça?

126 – Sur quoi est fondé le dogme de la réincarnation?

Sur la justice de Dieu et la révélation, car nous vous le répétons sans cesse: un bon père laisse toujours à ses enfants une porte ouverte au repentir. (...)

Em que é fundamentado o dogma da reencarnação?

Sobre a justiça de Deus e na Revelação, pois vo-lo repetimos sem cansaço: um bom pai deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento aos seus filhos. (...)

Com tudo isso, é de nos indagarmos por que e a partir de quando resolvemos criar novos vocábulos, para o que foi perfeitamente especificado, desde o princípio?

Talvez digam alguns que isso se trata de se prender a detalhes. Bom recordar que fácil é se adulterar, no tempo, bons entendimentos e corretos ensinos.

Todos os que nos dizemos espíritas e especialmente, os que ocupamos as tribunas para divulgar a Doutrina ou escrevemos artigos ou livros, devemos ser absolutamente fiéis aos detalhes.

A Doutrina Espírita teve como Codificador um homem que dominava o idioma francês, em que foi escrita. Não se tratava de um pedagogo somente, mas de um grande conhecedor do idioma que, entre outras obras, publicou Grammaire française classique sur um nouveau plan (In-12, de 160 pp. Imprim. De Ducessois, Paris, 1831). Terá sido por mero acaso que Hippolyte, antes de se tornar o Codificador, tenha tido toda essa grande e profunda formação?

Terá sido por mero capricho que o Codificador especifica que para coisas novas são precisos termos novos, pois que aplicando-se outras palavras à Doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia?

Pensemos nisso e nos disponhamos a falar e escrever corretamente, obedecendo aos preceitos doutrinários muito bem delineados na Codificação Espírita.

Obs.: Le livre des médiums, edição de 1861, doada à FEP por Leandro Ramos de Souza, da Sociedade Espírita de Assistência e Promoção Social Tereza de Jesus, de São José, vizinho Estado de Santa Catarina, se encontra em processo de digitalização e deverá, em breve, figurar entre as demais obras raras, disponibilizadas na Biblioteca Espírita Virtual. (www.bibliotecaespirita.com.br).

 

Ler 21311 vezes

Gempaz

Conecte-se:

GAD - Grupo de Acolhimento, Amparo e Autodesenvolvimento

Conecte-se:

GEMPAZ